Palavras repetidas ditas de novo e mais uma vez.

*Espanando a poeira do blog*
Caramba, faz tempo que não mexo aqui. o.O Mas confesso que conversar por algum tempo com o @tiagodeaalmeida me fez ter vontade de novo de aportar por aqui, nesse lugar de desabafo e conversa com… vocês, meus 4 leitores! =D

Dessa vez, andando de busão, pensei em algo pra falar. É, geralmente é dentro do busão que as idéias me aparecem, o que me lembra que eu preciso de um iPad com 3G, e logo depois esqueço disso pois é caro.

(Chega de brincadeirinhas! ò.ó)

Pensava eu numa música muito legal do Gabriel, o Pensador. É uma música que fala de temas muito batidos nos últimos tempos, no último século, e nesse também.

Qual a necessidade de se dizer e se ouvir a mesma coisa? Várias vezes, sempre repetido, sempre?

Artistas regravam músicas antigas, livros são relançados, quase não há nada de realmente novo a se dizer. Será?

Bom, Deus é sempre o mesmo, e é novo a cada dia. A própria Palavra de Deus, apesar de estar lá com as mesmas letrinhas de sempre, sempre me surpreende toda vez que eu leio com espírito de oração.
– Aaaaah – você diz – então depende da inspiração de cada um!
Depende. E de mais algumas coisas também!

Quando uma palavra deixa uma boca (ou uma caneta, ou um teclado…), sempre há um objetivo. O “problema” é que quando ela atinge um ouvido/olho, o dono desse ouvido/olho pode estar vivendo ou sentindo algo completamente diferente do objetivo inicial do disparador de palavras! E agora? O que fazer?

“Cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação…”

Então… a palavra repetida entra onde?

Talvez, um coração não tenha sido ainda tocado por aquela palavra, daquele jeitinho que você falou. Às vezes, cabe falar de novo. “Mas pode soar chato!”, você pode argumentar comigo. Daí existe o limite, a maturidade de saber achar o limite pra parar de botar pra fora o verbo que você quer tanto fazer com que chegue até um alvo.

Tem muita gente que critica as fórmulas de oração, utilizadas pela Igreja Católica – Pai Nosso, Ave Maria, Glória, Credo…
Bom, pra começar, a Igreja encoraja os fiéis a fazerem SIM orações pessoais, tratar Deus como um amigo – mas não um amigo distaaaante, que você manda uma carta às vezes, mas um amigo no qual você pode confiar SEMPRE. E mesmo assim, por mais que você queira falar coisas que fogem das orações já existentes, você VAI falar algo que você já falou antes. E aí? Palavra Repetida, meu caro. E como disse Scott Hahn – Qual o pai que não gosta de ouvir dos lábios do filho o mesmo EU TE AMO, pronunciado repetidas vezes? =)

Então, qual o problema de você falar um montão de vezes a mesma coisa, quando há certeza de a palavra ser VERDADEIRA? Ser de coração, ser com amor, ser PLENA?

Não tenha medo de falar de novo algo que você tenha a certeza de ser necessário. De cantar de novo aquela música que lhe tocou o coração e lhe fez recomeçar. De regravar aquele vinil que você tanto ama.

De repetir “eu amo você”, de repetir um “Senhor, quero recomeçar! Ajuda-me!”

Ósculos e amplexos!

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One Response to Palavras repetidas ditas de novo e mais uma vez.

  1. Mandou bem nesse post ae patrão;
    sobretudo na parte q diz: ” Qual o pai que não gosta de ouvir dos lábios do filho o mesmo EU TE AMO, pronunciado repetidas vezes? =)”
    Tava na hora de voltar a escrever nesse blog ae já.
    Tá de parábens irmão.

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