Sofrer sem nunca deixar de amar.

setembro 7, 2011

Esses dias, passeando por blogs bacanas, vi um texto ótimo sobre sofrimento, falsas cruzes e similares.

Eu tava com uma idéia incubada na cabeça pra falar sobre sofrimento aqui, não um desabafo, mas uma constatação. E foi quando eu vi esse post aqui: http://www.padrefaus.org/?p=1015 – Do Padre Faus, espanhol, da prelazia da Opus Dei.

Existe sofrimento na vida, e dele não dá pra fugir. “Tente excluir a possibilidade de sofrimento de sua vida, e você excluirá a vida em si mesma” – C. S. Lewis (outro fera). Resta saber se essa dor, esse sofrimento nos fará crescer, ou nos tornará menores.

Abaixo transcrevo algums trechos do blog do Pe. Faus. Aconselho fortemente a uma olhada no texto lá mesmo, na íntegra, para uma reflexão mais profunda. Vou falar aqui do que mais me tocou.

“Há um fato indiscutível, e é que o sofrimento é nosso companheiro ao longo de todo o caminho da vida. E há um segundo fato, igualmente incontestável: conforme as pessoas – conforme a qualidade da alma das pessoas -, o sofrimento esmaga ou faz crescer, destrói ou amadurece.”
Como você enfrenta seu sofrimento? Como você o “digere”? Ele vira combustível pra você crescer, ir adiante… ou terra jogada sobre seu caixão?
Até aí tudo bem, já é uma reflexão válida pra entender e enfrentar o sofrimento. Mas até onde a dor é algo BOM, e em que ponto essa dor deixa de ser NECESSÁRIA?

“Mas, ao lado dessas cruzes enviadas ou permitidas por Deus há outras que nem Deus quer nem nós queremos, mas aparecem. São as “falsas cruzes”, que nada trazem de bom. Em que consistem?

Trata-se das “cruzes” que nós mesmos “fabricamos”, “inventamos”, e que nunca deveriam ter existido. São as que aparecem só como conseqüência da nossa mesquinhez e dos nossos defeitos. A pessoa egoísta, ciumenta, invejosa, teimosa…, sofre muito e faz sofrer os outros. Mas esses sofrimentos não são “cruzes”, no sentido cristão da palavra. São apenas a destilação amarga do nosso egoísmo. Com certeza não são a vontade de Deus; pelo contrário, trata-se de pecados mais ou menos graves, que evidentemente Deus não quer, mas nós colocamos como pedras no caminho da vida.”
Então… cabe aqui uma auto-análise. O sofrimento natural da vida, acontece sem que o provoquemos. É natural. Agora… e a dor toda que nos “afoooooga” por não termos o que queremos, nos deixa “desesperaaaados” quando queremos fazer algo que CLARAMENTE não vai ser bom, nem pra mim, nem pro próximo? Essa dor nasce do meio dessa bolha enorme de egoísmo que deixamos crescer… alimentando e massageando o próprio ego. E não adianta negar… a gente SABE BEM onde e como buscar comida (e das boas) pra esse pit-bull que vive no nosso coração, só esperando pra ficar fortinho, arrebentar a coleira e sair ferindo a tudo e a todos, inclusive o dono.
Devo mesmo choraaar, sofreeeer de dor por algo claramente egoísta? – Opa, peraí. E se eu não achar aquilo egoísta? E se eu achar que é muito justo que eu esteja sofrendo por… estar longe da minha “cachacinha”, por exemplo? E se eu achar que essa é uma legítima cruz que eu devo carregar, e que vai me aproximar de Deus?

=/

Ninguém é bom juíz em causa própria. Eu não consigo julgar uma situação sem puxar a brasa pra ssardinha do meu ego, do meu conforto, do que é mais “gostosinho” pra mim. Você consegue?

Taí a importância de, talvez, ouvir o que Deus tem pra você… através de alguém que se preocupa com você de verdade, com amor genuíno. Mas, essa de ouvir conselhos, por mais duros que sejam… é assunto pra outro post. E também vou voltar a falar de sofrimento. Mas não nesse clima tão pesado, espero.

Pra finalizar, o título desse post é o nome de um livro da Luzia Santiago, da Comunidade Canção Nova, que eu ainda não li… mas sempre lembro quando estou sofrendo.

Até a próxima.

Ósculos e amplexos.

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Ih, escapou.

julho 22, 2011

Quando esses dias me bateu a idéia pra escrever esse texto aqui no blog, um medo surgiu quase que instantaneamente. “Será que não estarei me repetindo?” – às vezes parece que estou falando da mesma coisa, sempre que posto algo aqui.

Mas… não estou? Oras, vida, música, tudo o que é REAL é divino. Onde falta Deus, falta REALIDADE. Então… vai estar tudo interligado mesmo. =)

A frase que me brotou na cabeça pra me dar vontade de escrever é a seguinte: “O momento de sanidade vem, passa pela cabeça e escapa, pela boca ou pelo teclado. Não faz escala no coração.”

É engraçado como a gente vê isso acontecer. Parece que a pessoa, quando sente aquela enooorme vontade de fazer algo realmente bom, e ao invés de FAZER, EXECUTAR O PLANO, prefere contar pra alguém que “agora vou fazer/executar o plano”… e não executa.

Acontece comigo! Muito! Resolvo fazer algo que pode mesmo ser MUITO BOM pra mim… ou pra quem está próximo de mim… e eu saio falando “vou fazer faculdade de x!”, “vou estudar y”… pergunta se eu fiz? É, o assunto acaba indo pro lado da constância. Já falei disso. Mas… vamos à frase inicial.

Isso é sobre aquele exato momento onde surge no fundo da mente uma inspiração MUITO boa, que a gente nem sempre dá ouvidos a princípio, e nos faz pensar, nem que seja por alguns segundos. E, é NESSE momento que a inspiração deve ser aproveitada. Caramba, anota, grava, e mais importante: VIVE. Quantas chances de ter um bom momento de oração, uma palavra amiga que deveria ser dirigida a alguém que precisava, ou até uma música que pode ser composta, podem se perder se deixamos a inspiração passar?

Pode acontecer também de, em algum momento, uma inspiração genuína, nascida de um amor que é real e está lááá no seu coração, tentar sair e te ajudar a manifestar esse amor. Só que, cuidado. O orgulho, que grita muito mais do que o amor, e é muito mais fácil de ser alimentado, pode fazer com que você desperdice essa inspiração verdadeira, de amor, de Amor.

E como se aproveita a inspiração? Precisa ser na mesma hora executada? Não. O pensamento vem até a mente, o “momento de sanidade” no meio da barulheira que fica na nossa cabeça no dia-a-dia, e cabe a nós “digerir” isso com o coração, com a alma. Entender, saborear, e só então botar em prática. Pois senão… corre-se o risco de no meio da correria, a inspiração ser jogada fora.

Deixe o que Deus falar, a inspiração, fazer uma escala no coração, antes de botar pra fora. analisar as coisas com um pouco mais de calma funciona na grande maioria das vezes. E, nesse caso… evita que você jogue fora uma grande chance de ser mais de Deus, de compor uma música linda… ou de amar alguém plenamente.

I’ve been through this.

Ósculos e amplexos =)


Palavras repetidas ditas de novo e mais uma vez.

maio 16, 2011

*Espanando a poeira do blog*
Caramba, faz tempo que não mexo aqui. o.O Mas confesso que conversar por algum tempo com o @tiagodeaalmeida me fez ter vontade de novo de aportar por aqui, nesse lugar de desabafo e conversa com… vocês, meus 4 leitores! =D

Dessa vez, andando de busão, pensei em algo pra falar. É, geralmente é dentro do busão que as idéias me aparecem, o que me lembra que eu preciso de um iPad com 3G, e logo depois esqueço disso pois é caro.

(Chega de brincadeirinhas! ò.ó)

Pensava eu numa música muito legal do Gabriel, o Pensador. É uma música que fala de temas muito batidos nos últimos tempos, no último século, e nesse também.

Qual a necessidade de se dizer e se ouvir a mesma coisa? Várias vezes, sempre repetido, sempre?

Artistas regravam músicas antigas, livros são relançados, quase não há nada de realmente novo a se dizer. Será?

Bom, Deus é sempre o mesmo, e é novo a cada dia. A própria Palavra de Deus, apesar de estar lá com as mesmas letrinhas de sempre, sempre me surpreende toda vez que eu leio com espírito de oração.
– Aaaaah – você diz – então depende da inspiração de cada um!
Depende. E de mais algumas coisas também!

Quando uma palavra deixa uma boca (ou uma caneta, ou um teclado…), sempre há um objetivo. O “problema” é que quando ela atinge um ouvido/olho, o dono desse ouvido/olho pode estar vivendo ou sentindo algo completamente diferente do objetivo inicial do disparador de palavras! E agora? O que fazer?

“Cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação…”

Então… a palavra repetida entra onde?

Talvez, um coração não tenha sido ainda tocado por aquela palavra, daquele jeitinho que você falou. Às vezes, cabe falar de novo. “Mas pode soar chato!”, você pode argumentar comigo. Daí existe o limite, a maturidade de saber achar o limite pra parar de botar pra fora o verbo que você quer tanto fazer com que chegue até um alvo.

Tem muita gente que critica as fórmulas de oração, utilizadas pela Igreja Católica – Pai Nosso, Ave Maria, Glória, Credo…
Bom, pra começar, a Igreja encoraja os fiéis a fazerem SIM orações pessoais, tratar Deus como um amigo – mas não um amigo distaaaante, que você manda uma carta às vezes, mas um amigo no qual você pode confiar SEMPRE. E mesmo assim, por mais que você queira falar coisas que fogem das orações já existentes, você VAI falar algo que você já falou antes. E aí? Palavra Repetida, meu caro. E como disse Scott Hahn – Qual o pai que não gosta de ouvir dos lábios do filho o mesmo EU TE AMO, pronunciado repetidas vezes? =)

Então, qual o problema de você falar um montão de vezes a mesma coisa, quando há certeza de a palavra ser VERDADEIRA? Ser de coração, ser com amor, ser PLENA?

Não tenha medo de falar de novo algo que você tenha a certeza de ser necessário. De cantar de novo aquela música que lhe tocou o coração e lhe fez recomeçar. De regravar aquele vinil que você tanto ama.

De repetir “eu amo você”, de repetir um “Senhor, quero recomeçar! Ajuda-me!”

Ósculos e amplexos!


O que realmente importa?

junho 16, 2010

Faz tempo que não escrevo aqui… isso é uma realidade comum entre os que criam blogs por puro fogo-de-palha.
Mas no meu caso, eu realmente ESQUECI que existia essa válvula de escape pra mim. Nem sei se alguém ainda lê isso.
Mas, deixando de lado a parte “desabafenta“, quero escrever aqui hoje sobre algo que me aperta o coração, mas que pode também trazer crescimento pra quem lê.

O que realmente importa?

Do que tenho mais vontade? O que eu mais quero? Creio que a resposta final pra essa pergunta é “ser feliz”. Mas no que consiste a felicidade? Muitos podem responder:
– Um bom momento.
– A alegria de ver meu filho nascer.
– Um “banho de loja”
– Um banquete “daqueles!”
– Sexo, muito!

São respostas possíveis. Mas encontrei a melhor definição pros anseios humanos no Catecismo da Igreja Católica. A ver:

27– O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar:
O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador.

Então… o desejo de INFINITO está escrito no nosso coração. Não adiantaria preencher a alma com algo temporário, como a alegria de encontrar uma pessoa querida, pois isso rapidamente some. Não adianta perseguir a euforia de comprar algo, ou a sensação de prazer de uma relação sexual. Se nós corremos atrás de todas essas coisas só por elas mesmas, torna-se temporário, efêmero, vazio. De que adianta eu ficar tão feliz por alguns instantes, se daqui a pouco eu vou dar de cara na realidade de novo? Daí eu vou caçar mais pequenos momentos felizes? Emendar euforias? Hoje compras, amanhã presentes, depois sexo, depois comida…

Preencher vazio com vazio não adianta.

O que realmente importa? Coisas efêmeras, temporárias? Algo muito, muito grande, mas que acabe daqui a alguns minutos? Ou uma coisa não tão chamativa assim, não tão eufórica assim… mas que dure pra sempre?

É melhor algo infinito, seguro, certo… do que uma coisa brilhante, mas efêmera.
The brightest flame burns quickest…– Metallica, Mama Said

Evangelho segundo São Lucas, Capítulo 10
38. Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa.
39. Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar.
40. Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude.
41. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas;
42. no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.

Escolha o que não lhe será tirado.
Escolha o que não tem fim.
Escolha o que realmente importa.

Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil – C. S. Lewis.

Não adianta eu publicar em todos os jornais que eu gosto de cocada. Amanhã o jornal vai pro lixo! O que realmente adianta… é que eu viva isso, que eu seja isso, que eu… coma a cocada!

Ósculos e amplexos =)


Quem é você?

agosto 22, 2009

Ontem eu assisti televisão. Coisa que eu não faço a algum tempo. Então, em algum desses canais abertos, estava passando um programa, que eu acho que se chama “10 anos mais nova”. Nem lembro direito.

Esse programa realmente me chamou a atenção. A produção escolhe uma pessoa que está “descontente” com a sua aparência, rolam entrevistas e tal, mostrando como o fato de ser “feia” deixa a pessoa infeliz DE VERDADE. Sim, parece mesmo de verdade, que a felicidade daquela pessoa depende de como ela parece. Ou com o que ela parece.

Mas, teve uma hora que foi muito legal. Colocaram a pessoa em uma cabine transparente, parecida com essas telefônicas onde o Clark Kent entrava e saía voando com a cueca vermelha por cima da calça, e a equipe de reportagem ia perguntando na rua se os transeuntes achavam a pessoa bonita, quantos anos achavam que ela tinha, o que poderia mudar na aparência dela.

Depois, mostravam pra pessoa o que o povo havia dito dela.

Mostravam que ela era realmente infeliz. Nossa, que triste.

Daí, uma sequência de tratamentos de beleza, dos mais modernos disponíveis, banhos de loja, e etc. E a pessoa ficava feliz de novo, ao se olhar no espelho e ver que agora, REALMENTE, ela estava como ela queria! Feliz MESMO!

Milagroso, não?

Essa pessoa vai morrer. Mais cedo ou mais tarde, ela vai virar pó. A essência dela continuará existindo, mas o corpo… pó.

Qual a importância de se sacrificar para ficar “bonita”?

Sim, é importante estar contente com a sua aparência. Mas é ainda mais importante entender o porquê de você ter essa aparência nesse momento de sua vida. Sinais de envelhecimento (ou qualquer outra característica física tida como “feia”) não são, ou não deveriam ser, motivos pra pessoa ser infeliz. O problema é que nós estamos muito preocupados com o que as outras pessoas vão achar de nós, de quão “bonitos” nós estamos, de quanto vale nossa aparência, quanto nós podemos gastar pra ficar mais bonitinhos. Ninguém faz plástica pra si mesmo. No fundo a pessoa quer é que outras pessoas reparem no que ela fez, em como ela tá bem vestida hoje, em quantos mililitros de silicone ela pôde comprar pra aumentar os seios.

Somos o que somos diante de Deus. Você é assim, barrigudo, careca, alto demais, porque é. Quando você, quando nós entendermos que nossa aparência espelha nossa alma, e que nossa alma só tem significado quando em comunhão com Deus, o fato de eu ser cheio de rugas na cara, ter um olho torto ou orelhas desproporcionais à minha cabeça não terá importância alguma… pois eu sou imagem e semelhança Dele. E Deus, que é o Amor, dá a tudo isso que eu sou, real significado.

Mesmo eu parecendo um cotonete…

Ósculos e amplexos!


Alegria vazia

junho 27, 2009

Todas as vezes que eu vejo algum sorriso… procuro saber o que há por trás dele.
Hoje em dia, parece que se ri de tudo. Da crise, da morte (R.I.P., Michael Jackson), da desgraça alheia… já vi dizerem que “brasileiro é bobalhão, adora rir de qualquer coisa”. E, só pra citar o Frejat, também acho que “rir de tudo é desespero”.
Mas, voltando ao assunto do título do post… qual o significado verdadeiro da alegria? Não, não vou dar copypasta no aurélio. Quero saber o que é a alegria de verdade, o que traz um sorriso genuíno aos lábios, o que completa sua alma e dá significado a sua existência?
Existem muitas frases de efeito que falam de sorrisos, felicidade e etc., mas o que é alegria de verdade?
Um momento feliz com os amigos?
Uma vitória numa competição particularmente difícil?
Uma promoção no emprego?
Achar uma carteira cheia de grana?

Ou todas as anteriores?

A verdade é que a alegria verdadeira não depende de atos externos. Pois é possível encontrar essa alegria até nos momentos onde nos encontramos mais miseráveis. A alegria depende de MIM. Se eu quiser, mas quiser de verdade, posso ser feliz em qualquer lugar, a qualquer momento.

Difícil?

Agora vem a pedrada pra uns, mas boa notícia pra outros.
A alegria verdadeira vem de Deus. Só em Deus o homem pode completar a sua existência, e encher de significado a sua vida. E é então que todos os momentos passam a ser vividos de maneira realmente intensa, pois quem está em Deus consegue viver em plenitude cada instante de sua vida. E, só a partir daí, compreendendo todo o contexto que se vive, através dos olhos de Deus, posso ser feliz. Pois tenho então a certeza de estar vendo as coisas como elas são, as situações como elas são, os problemas como eles são… e percebo então que minha alma, minha essência, quando em comunhão com Deus, é muito maior que tudo, pois Deus assim o é.
E então, sou feliz quando vivo isso.

Toda e qualquer alegria que não vem de uma compreensão plena do contexto que se vive, carece de veracidade. Ficar feliz com seu time sendo campeão é bom… mas basear toda a sua felicidade nisso, a torna vazia. É muito pouco pra sustentar uma alegria verdadeira.

Desnecessário dizer aqui que alegrias “criadas” por “produtos” não tem o menor sentido de ser. Até por que, vem o próximo ponto… a alegria que vem de Deus, nunca acaba. E as alegrias que encontramos pela vida, essas passam tão rápido que nem percebemos mais quando estamos vivendo um momento bom. E nem lembramos o que nos fez rir tanto ontem.

E, como só vale a pena “gastar” seu tempo com o que dura pra sempre… é bem melhor buscar uma alegria eterna!

Ósculos e amplexos ^^


Perdi o bonde!

fevereiro 7, 2009

Sabe aquela sensação de quem acaba de perder um ônibus?
Então você sabe o que eu tô sentindo.

Parece que, a alguns meses atrás, um pouco antes de começar esse blog, tinha algo muito bom e muito grande pra acontecer. Não uma coisa só, mas todo um conjunto de eventos e ações que teriam resultados muito bons e marcantes em minha vida, e assim seria uma fase muito boa, algo muito bom e muito grande.

Perdi esse ônibus.

Um monte de coisas aconteceu, e eu fiquei assistindo tudo isso, lá do fundo da minha preguiça. A vida continua, se eu ficar parado o azar é meu! E foi o que ela fez… me deixou pra trás, porque eu não soube, ou não quis, fazer as escolhas certas, agir nas horas certas, persistir nas decisões tomadas.

Inconstância.

O que fazer agora?
O que vale é a partir de agora, não é? Digo… não que essa experiência não tenha servido de nada. Não esqueço tudo o que me aconteceu nos últimos meses, especialmente os últimos 9. Dá até uma dor quando eu lembro, mas é bom, pra eu aprender a começar direito.
Começar!
Isso me lembra o meu primeiro post aqui!
Começar de novo… do zero… e de novo, e de novo… cada vez aprendendo com os erros.
Apesar de me sentir bem idiota fazendo isso, ao mesmo tempo o ânimo é diferente, maior, e mais racional, pois agora eu sei as coisas que posso ou não posso fazer. E as coisas que ainda não sei, que são a maioria… uma hora vou ter que descobrir, né?

Peço a Deus a sabedoria pra enfrentar os novos problemas… perseverança pra não me esquecer Dele no dia-a-dia… e Suas bênçaos pra quem estiver lendo isso, especialmente quem passa por algo parecido com isso que eu escrevi aí em cima.

Até a próxima!

P.S.: Tá na hora desse blog virar o que ele nasceu pra ser: Um Tributo. Coming Soon! 😉